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CAMPOS TEMÁTICOS


..........O labor de formação de psicanalistas que, assim como Freud o instituiu, inicia pela análise pessoal e entrada no campo teórico, segue pelo ingresso na prática e a correspondente análise de controle. Deste modo, o trabalho de discussão e aprofundamento de conceitos, visando à formação e orientado por psicanalistas da instituição, ocorrerá sob o formato de mesa-redonda em assembleia, destinado exclusivamente a seus membros e proponentes.

M.F.

I. FREUD E A HISTÓRIA DA PSICANÁLISE

 

Conceição de Fátima Beltrão Fleig

Lia Cunha Poletto,

Nacitamara Fiorentini

Návia Terezinha Pattussi

Vânia Aparecida Pattussi

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Correspondência Freud/Ferenczi

1908 – 1933

 

 

..........O título deste Campo temático remete à história da psicanálise, mas não o propomos no sentido de historicidade ou de cronologia; antes visa à retomada e à renovação de nossa leitura do texto freudiano à luz da produção resultante do encontro epistolar de Freud com os demais pioneiros.

..........Após ter trabalhado as cartas de Freud trocadas com Martha, com Fliess e com Jung, debruçamo-nos agora na longa correspondência com Ferenczi.

..........Devemos a Ferenczi o conceito de neurose de guerra, de introjeção, de traumatismo, dentre outras contribuições não menos importantes para o tema da formação do psicanalista. Em sua obra, deixa clara sua posição de que a psicanálise não deve abandonar sua pretensão terapêutica e que suas descobertas devam estar primeiramente a serviço do tratamento psicanalítico, além da postulação da técnica ativa, paradoxal à abstinência proposta por Freud.

..........No livro Sándor Ferenczi, L´enfant terrible de la psychanalyse, Benoît Peeters (Flammarion, 2020) propõe que “onde Freud procura remeter a lei, Ferenczi propõe uma experiência reparadora, restaurando a possibilidade da confiança e do amor”. E, em sua resenha do livro, J-P. Lebrun conclui que “tendo em vista que hoje a lei do pai se tornou obsoleta, é pela via do maternal que convém aguardar a Lei”. Podemos levar em consideração estes desafios teóricos para adentrarmos no ambiente da correspondência de Freud & Ferenczi e em sua contribuição para a psicopatologia contemporânea.

..........As cartas enleiam o pessoal, os interesses arqueológicos, a pesquisa da telepatia e a busca pelas cartomantes, o rigor conceitual, a criação de uma ciência, suas diferenças e avanços. Encontramos nelas o que não está nas respectivas obras, sendo justamente este caráter do íntimo e do particular que colocou entraves éticos para sua publicação.

C.F.B.F

Frequência: mensal, terça-feira

Horário: 19h30min às 21h

Datas: 23/03, 20/04, 18/05, 15/06, 24/08, 21/09, 26/10, 16/11

Locais: Sede EEP Porto Alegre, Caxias do Sul, Chapecó

II. Escritos e Seminários de Lacan

Seminário 11
Os quatro conceitos fundamentais da Psicanálise

Izabel Joana Dal Pont;
Sônia Maria Perozzo Noll;
Maria Cristina Hein Fogaça;
Mario Fleig;
Martha Wankler Hoppe;
Nair Macena de Oliveira;

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..........O ano de 1964 marca outro começo no ensino de Lacan, como resposta à excomunhão sofrida. Ele retoma os fundamentos da psicanálise no exame de quatro conceitos: inconsciente, repetição, transferência e pulsão. Seu ensino é acolhido na Escola Normal Superior, num ambiente de alta efervescência intelectual. É um ano de muita turbulência institucional, em meio à qual se configuram as adesões ao seu ensino, que culmina no ato fundador: criação da Escola Freudiana de Paris. Assim, iniciamos a leitura e interpretação do Seminário 11 de J. Lacan, Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Qual é a especificidade de cada um dos conceitos postulados por Freud e relidos por Lacan? O que determina que a repetição não se subsuma na transferência? Qual é o estatuto do inconsciente freudiano? Se a transferência é o eixo no qual se dá uma análise, poderíamos nomear com este epíteto fenômenos próximos, mas externos ao contexto da análise? E a pulsão, como concebê-la pressupondo que o inconsciente se estrutura como uma linguagem? Estas e outras questões animam este Campo Temático.

Frequência mensal: primeira quarta-feira
Horário: 20h
Datas: 03/03; 07/04; 05/05; 02/06; 07/07; 04/08; 01/09; 06/10; 03/11 e 01/12
Locais: Sede EEP Caxias do Sul, Porto Alegre, Chapecó

III. A CLÍNICA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

 

Ariela Siqueira Dal Piaz

Elenice Cazanatto

Denise Nunes Mousquer

Nara Lúcia Girotto

Margareth Kuhn Martta

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..........O Campo Temático A clínica psicanalítica com crianças e adolescentes propõe um estudo voltado aos pressupostos teóricos cruciais, presentes na especificidade deste saber clínico, à luz das teorias de Freud e Lacan, contemplando a leitura de outros autores contemporâneos. No primeiro semestre de 2021, continuaremos revisitando as teorias sexuais infantis postuladas por Freud, acrescidas das contribuições de Jean Bergès e Gabriel Balbo, no livro A atualidade das teorias sexuais infantis.

Na sequência, nossa referência será o livro: O corpo na neurologia e na Psicanálise; Lições clínicas de um psicanalista de crianças, de Jean Bergès.

Frequência: mensal, quarta quinta-feira

Horário: 20h às 21h30min

Datas: 25/03, 22/04, 27/05, 24/06, 26/08, 23/09, 28/10, 25/11

Locais: Sede EEP Caxias do Sul, Porto Alegre, Chapecó

PRÁXIS PSICANALÍTICA

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..........A formação do psicanalista se dá a partir da própria análise, da análise de controle da prática, do estudo rigoroso dos conceitos e da psicopatologia psicanalítica, sendo que a posição de psicanalista advém do se autorizar por si e por seus pares, entre estes, na instituição psicanalítica.

..........Partindo destes preceitos oriundos dos primórdios da formação de psicanalistas por Freud, construímos, no seio de nossa instituição, o espaço do Serviço de Atendimento Clínico, dedicado à prática e à experiência no âmbito de consultório e de clínica em instituição, experiência esta partilhada com a equipe nas discussões, supervisões e construções de formulações.

..........De acordo com o espírito no qual concebemos o Serviço, a partilha não se dá apenas da parte daquele que traz um caso a ser examinado, mas também se dá da parte do que supervisiona e que, ali, diante dos pares (a equipe), dá testemunho de sua própria formação, e também daquele que apresenta um paciente, pois ali o que mais se desvela é o psicanalista em seu modo de operar e diante da seleta audiência.

..........Tais são os pressupostos que sustentam o Serviço e este campo temático se encontra ao alcance dos membros e proponentes que almejem agregar à sua formação a viva experiência do trabalho em equipe pautado pela operação psicanalítica, sendo que cada modalidade de trabalho propõe critérios específicos para ingresso em sua prática.

 

C.F.B.F

Tratamento psicanalítico

Coordenação: Conceição de Fátima Beltrão Fleig, Maria Nestrovsky Folberg

- Acolhimento em tratamento psicanalítico: crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos

- Atendimento de família

Supervisão da equipe e discussão de casos

Frequência: mensal, quinta-feira

Horário: 9h às 12h

Início: 04/03

Local: Sede EEP Porto Alegre e Caxias do Sul

 

Dentre as áreas a serem desbravadas destacam-se:

- Estruturas clínicas e psicopatologia

- Psicoses desencadeadas por medicamentos e erros inatos do metabolismo: incidências na clínica da infância e da adolescência (Maria Virginia Eggers)

 

Letra: transtornos da linguagem oral e escrita

Coordenação: Conceição de Fátima Beltrão Fleig, Maria Nestrovsky Folberg

- Atendimento clínico de crianças e adolescentes, individualmente ou em grupo, no ambiente escolar de ensino fundamental e médio

- Atendimento aos professores de forma individual ou em grupos

- Elementos dos saberes interculturais que incidem nas aprendizagens formais de crianças e adolescentes (Viviane Silveira)

 

Supervisão da equipe:

 

Frequência: mensal, quinta-feira

Horário: 9h às 12h

Início: 19/03

Local: Sede EEP Porto Alegre e Caxias do Sul

 

 

 

Crianças em sofrimento psíquico

Coordenação: Margareth Kuhn Martta

 

Atendimento clínico com bebês e primeira infância: zero a cinco anos

 

Atendimento institucional: pesquisa e intervenção nas escolas de educação infantil de zero a 3 anos

 

Supervisão da equipe e discussão de casos clínicos

 

Frequência: quinzenal, segunda-feira

Horário: 20h às 21h30min

Início: 01/03

Local: Sede EEP Porto Alegre e Caxias do Sul

Serviço de Psicanálise - Escola de Estudos Psicanalíticos
 

Projetos


Letra – clínica na escola pública
- atendimento individual ou em grupo dentro de instituição credenciada
- crianças a partir de 6 anos e adolescentes
- enlaçamento com o corpo discente
- sem honorários

 

Clínica do bebê e da primeira infância
- atendimento dentro de instituição credenciada
- de bebês até a idade de 5 anos
- enlaçamento com trabalho multidisciplinar do local

- sem honorários


Tratamento Psicanalítico
- receber em análise crianças, adolescentes, adultos
- entrevistas iniciais nas salas do EEP e ocorrendo pedido de análise pode ser dada sequência no consultório particular
- honorários estabelecidos pelo analista em formação de acordo com a renda individual ou familiar

 

Critérios para admissão e participação na equipe
1. Estar em processo de análise pessoal;
2. Engajar-se em supervisão: individual ou de grupo (no máximo de quatro participantes) com um dos coordenadores de projeto do Serviço;
3. Escolha de um, ou mais, projetos para trabalho clínico;
4. Participação continua nas reuniões de equipe do projeto escolhido;
5. Participação continuada nos demais Campos temáticos da Escola de Estudos Psicanalíticos.
6. Mínimo de 4 semestres atendendo em instituição pública credenciada pelo Serviço.
7. O ingresso no Projeto Tratamento Psicanalítico, ou seja, recebimento de pacientes encaminhados pelo Serviço, implica ter pelo menos 4 semestres de clínica em instituição credenciada