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Escola de Estudos Psicanalíticos     CAMPOS TEMÁTICOS           A formação do psicanalista, como Freud a instituiu, inicia pela análise pessoal e entrada no campo...

 

 

CAMPOS TEMÁTICOS

 

        A formação do psicanalista, como Freud a instituiu, inicia pela análise pessoal e entrada no campo teórico, segue pelo ingresso na prática e a correspondente supervisão e análise de controle. Os Campos Temáticos relativos aos legados de Freud e de Lacan, assim como à Clínica Psicanalítica com crianças e adolescentes, fornecem os pilares de sustentação da Práxis Psicanalítica que é oferecida no Serviço de Atendimento Clínico. Assim, os três Campos Temáticos, suporte da formação continuada do psicanalista, estão ancorados na reconhecida produção de psicanalistas da instituição e ocorrerão sob o formato de assembleias, destinadas exclusivamente a seus integrantes.

 

Mario Fleig

Aba 1

 

 

FREUD, A CLÍNICA PSICANALÍTICA E SEUS FUNDAMENTOS

Alexandre Uarth Christoff
Alfredo Santiago Culleton

Conceição de Fátima Beltrão Fleig
Daisy Dalmaz
Lia Cunha Poletto
Maria Virgínia Eggers
Mario Fleig
Nacitamara Fiorentini
Návia Terezinha Pattussi
Renato Leite Gonçalves
Vânia Aparecida Pattussi

        O Campo Temático Freud para o ano 2026 amplia suas discussões entre o Projeto, de 1895, e A Interpretação dos Sonhos, de 1900, com a pretensão de considerar o movimento entre o registro biológico e o registro simbólico. No primeiro texto, ele explica o aparelho psíquico em termos de quantidade e descargas, ao passo que, no segundo, vemos um aparelho de sistemas, o que antes era um aparelho de neurônios; agora, as quantidades são substituídas pelas representações. Se antes ele dava a ideia de um aparelho de transformação de energia psíquica, agora esta se articula em termos de representação, deslocamento, condensação e censura. Tanto em um como no outro, o que vemos à nossa frente é a forma como o aparelho psíquico tenta lidar com o excesso de excitação e como o prazer e o desprazer regulam o processo.
        Nessa transformação e avanço, iremos desvendar a linhagem do inconsciente. O que, no primeiro texto, dizia respeito a energias neuronais de forma mecânica e energética, se apresenta, no segundo, como um sistema psíquico autômato, regido por leis próprias do desejo e da linguagem. A verdade é um enigma a ser decifrado e, no Projeto, ele antecipa algumas formulações mais relevantes que retornam na Interpretação dos Sonhos, o início de uma teoria e uma prática do deciframento dentro de um aparelho de memória e linguagem.
        A leitura desses dois textos de Freud, especialmente no tocante aos sonhos, será acompanhada pela leitura realizada por Lacan de sonhos escolhidos.
 

Mario Fleig e Nacitamara Fiorentini


Leitura bilíngue
Traduções:
Alemão - João Oliveira Ilha
Francês - Maria Virgínia Eggers e Renato Leite Gonçalves

Frequência: quinzenal, terças-feiras - primeiro semestre 2026

Datas:

março abril maio junho
10 07 12 09
24 28 26  

 

 

 

Horário: 20h às 21h30min
Início: 10 de março de 2026
Modalidade: presencial/on-line
Locais: Sede EEP Porto Alegre, Caxias do Sul, Chapecó

Aba 1

ESCRITOS E SEMINÁRIOS DE LACAN

Alexandre Uarth Christoff
Izabel Joana Dal Pont
Maria Cristina Hein Fogaça
Mario Fleig
Marisa Gabbardo
Martha Wankler Hoppe
Matheus Minella Sgarioni
Rudimar Mendes
Sônia Maria Perozzo Noll

        O objeto da Psicanálise, Seminário de 1965-1966, parte do pressuposto de que a Psicanálise, ainda que seja filha da ciência, não deixa de interrogar o que esta forclui: o sujeito do desejo e a verdade como causa. Lacan abre o ano com uma lição magistral: “Ciência e verdade”, em que diferencia magia, religião, ciência e psicanálise a partir da noção aristotélica de causa. Afirmar que “o sujeito sobre quem operamos em psicanálise só pode ser o sujeito da ciência talvez passe por um paradoxo”, assim como a aproximação entre o objeto da ciência e o objeto da psicanálise (o objeto a), é algo problemático. A verdade (o sexual) como causa e o sujeito como divisão são questões que já haviam sido introduzidas, mas, aqui, ele fará avanços que permitirão circunscrever melhor sua teoria do desejo, no tocante à análise estrutural do fantasma em sua função de tela. Em particular, ele esclarecerá de modo muito pertinente a função que desempenha o olhar (análise extraordinária de Las meninas, de Velázquez), o que abrirá as vias para tratar da problemática do gozo nos anos vindouros. Ele mantém sua proposição fundamental desde “A coisa freudiana”: a verdade fala, ainda que porte a mentira. O analista tudo poderá saber, exceto aquilo que diz respeito à verdade de seu analisante. Assim, ao contrapor A verdade saindo do poço, ele recusa qualquer epistemologia da psicanálise e se orienta pelas duas questões repudiadas no campo da ciência: o sujeito da ciência e a verdade como causa.

Mario Fleig

 

Frequência: primeira quarta-feira do mês
Horário: 20h às 21h30min

Datas:

março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro
04 01 06 03 01 05 02 07 04

 



Modalidade: presencial/on-line
Locais: Sede EEP Porto Alegre, Caxias do Sul, Chapecó

Aba 1

A CLÍNICA PSICANALÍTICA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Ariela Siqueira Dal Piaz
Daizy Dalmaz
Denise Nunes Mousquer
Elenice Cazanatto
Letícia Marcolin Filippi
Margareth Kuhn Martta
Nara Lúcia Girotto
Renato Leite Gonçalves

        Na atualidade, somos confrontados com mudanças radicais no campo do social, que incidem na constituição psíquica dos sujeitos. Nesse contexto, a clínica psicanalítica com bebês, crianças e adolescentes levanta questões a partir das quais seguiremos nos implicando, na tentativa de contorná-las. Como lidar com os efeitos das mídias eletrônicas e da inteligência artificial na constituição psíquica? Quais serão as consequências desse excesso de diagnósticos psicopatológicos na infância? Nosso referencial teórico e técnico nos permite trabalhar com sujeitos que se situam nas heterogêneas formas identitárias? A instabilidade política, a violência, o abuso de substâncias, quais os anteparos que o sujeito poderá encontrar numa sociedade cujo laço social e familiar está fragilizado? A instantaneidade e o excesso de informações, as relações mediadas pela tecnologia, estariam provocando mudanças na práxis psicanalítica?
        Essas são algumas questões as quais vamos percorrer em 2026, nas assembleias do Campo Temático da Clínica Psicanalítica com Crianças e Adolescentes. Mensalmente, a atividade será coordenada pelos integrantes do CT e propomos aos membros clínicos, membros, proponentes e estudantes que almejam se enlaçar neste estudo que possam trazer suas contribuições, comentários e questões, fortalecendo, assim, a formação psicanalítica de cada um.

Frequência: quarta quinta-feira do mês
Horário: 20h às 21h30min

Datas:

março abril maio junho agosto setembro outubro novembro
26 23 28 25 27 24 22 26

 

 

Modalidade: presencial/on-line
Locais: Sede EEP Porto Alegre, Caxias do Sul, Chapecó

Aba 1


PRÁXIS PSICANALÍTICA - SERVIÇO DE ATENDIMENTO PSICANALÍTICO

        A formação do psicanalista se dá a partir da própria análise, da análise de controle da prática, do estudo rigoroso dos conceitos e da psicopatologia psicanalítica, sendo que a posição de psicanalista advém do se autorizar por si e por seus pares, entre estes, na instituição psicanalítica.
        Ao partirmos desses preceitos oriundos dos primórdios da formação de psicanalistas concebidos por Freud, construímos, no seio de nossa instituição, o espaço do Serviço de Tratamento Psicanalítico, dedicado à prática e à experiência no âmbito de consultório e de clínica em instituição, experiência esta partilhada com a equipe nas discussões, supervisões e construções de formulações. De acordo com o espírito no qual concebemos o Serviço, a partilha não se dá apenas da parte daquele que traz um caso a ser examinado, mas também se dá da parte daquele que supervisiona e que, ali, diante dos pares (a equipe), dá testemunho de sua própria formação, e também daquele que apresenta um paciente, pois, ali, o que mais se desvela é o psicanalista em seu modo de operar e diante da seleta audiência.
        Tais são os pressupostos que sustentam o Serviço de Atendimento Psicanalítico que se encontra ao alcance dos membros e proponentes que almejem agregar à sua formação a viva experiência do trabalho em equipe pautado pela operação psicanalítica, sendo que são propostos critérios específicos para ingresso nessa prática.
 

Conceição de Fátima Beltrão Fleig

Critérios para admissão e participação na equipe:
- Estar em processo de análise pessoal.
- Engajar-se em supervisão: individual ou de grupo (no máximo de quatro participantes) com um dos fundadores do Serviço.
- Escolha de uma ou mais especialidades para trabalho clínico.
- Participação continuada nas reuniões de equipe da(s) especialidade(s) escolhida(s).
- Participação continuada nos demais Campos Temáticos da Escola de Estudos Psicanalíticos.
- Mínimo de 4 semestres atendendo em instituição pública credenciada pelo Serviço.
- Recebimento de pacientes encaminhados pelo Serviço implica ter pelo menos 4 semestres de clínica em instituição credenciada.

Aba 1

O Serviço se organiza por meio das seguintes especialidades:


Projeto Letra 6/16

Tratamento psicanalítico de crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos

Conceição de Fátima Beltrão Fleig
Renato Leite Gonçalves

Discussão de tema relacionado:
        A escola inglesa teve grande contribuição no campo da teoria e da práxis psicanalítica a partir de pressupostos de autores como Donald Winnicott, Ernest Jones, Melanie Klein e Wilfred Bion. Uma vez que, no Serviço de Tratamento da Escola de Estudos Psicanalíticos, crianças a partir de 6 anos de idade e adolescentes de até 16 anos são tratados através do Projeto Letra-6/16, almeja-se que, por meio do estudo dos autores, construa-se e/ou se avance nas questões da clínica psicanalítica desse campo teórico/prático. O estudo dos textos em português dos autores que tiveram sua obra produzida na língua inglesa terá como base os textos originais em inglês a fim de se aprimorar o estudo por meio da comparação dos textos em português e em inglês.

Locais da prática:
- Clínica psicanalítica em escolas públicas e ONG credenciada em Garibaldi.
- Tratamento individual/familiar nos consultórios da EEP.

Reuniões de equipe:
Frequência: Primeira quinta-feira do mês, das 09h30min às 11h15min.

Datas:

março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro dezembro
05 02 07 04 02 06 03 01 05 03

 



Local: Presencial nas sedes em Caxias do Sul e Porto Alegre – on-line com as demais cidades.
Coordenação: Renato Leite Gonçalves
Frequência: Primeira quinta-feira do mês, das 08h30min às 09h30min
Local: Presencial nas sedes em Caxias do Sul e Porto Alegre – on-line com as demais cidades.
Aberto aos interessados.

Projeto 17+

Projeto que recebe solicitações de tratamento psicanalítico de pessoas a partir dos 17 anos de idade

Conceição de Fátima Beltrão Fleig
Ricardo Casanova


Locais da prática:
- Nos consultórios nas sedes da Escola de Estudos Psicanalíticos em Caxias do Sul e Porto Alegre.
- On-line para solicitações de residentes em outras localidades.
- Em ONG credenciada em Garibaldi.

Reuniões de equipe
Frequência: Segunda quinta-feira do mês, das 09h30 às 11h15.

Datas:

março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro dezembro
12 09 14 11 09 13 10 08 12 10

 



Local: Presencial nas sedes em Caxias do Sul e Porto Alegre – on-line com as demais cidades

Projeto Clínica das Psicoses

        As particularidades da clínica com a psicose, junto a seus fundamentos teóricos, são retomadas neste projeto, que visa estabelecer, na Escola de Estudos Psicanalíticos, um espaço de formação nesta clínica específica, fundamental a todo o psicanalista, admitindo a relação particular do sujeito psicótico com a linguagem.

Adriana Rossetto Dallanora
Alderi Fátima Tomazini
Conceição de Fátima Beltrão Fleig
Ricardo Bertazzo Ghilardi


Local da prática:
A práxis psicanalítica acontece vinculada à Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Alegre (EPA), instituição que acolhe sujeitos em situação de rua e/ou de extrema vulnerabilidade social, no âmbito educacional.

Reuniões de equipe:
Na quarta quinta-feira do mês, das 9h30min às 11h15min
Datas:

março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro
26 23 28 25 23 27 24 22 26

Estudos teórico-clínicos associados

Terças-feiras, das 14h30min às 16h

Adriana Rossetto Dallanora
Alderi Fátima Tomazini
Ricardo Bertazzo Ghilardi

Apresentação Psicanalítica de Pacientes

Leitura em voz alta das apresentações dirigidas por Jacques Lacan, Charles Melman. Oportunamente, haverá apresentação com a presença do paciente.

Condução: Mario Fleig
Frequência: mensal, na quarta quinta-feira do mês, das 8h30min às 9h30min

Datas:

março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro
26 23 28 25 23 27 24 22 26

 



Local: Presencial na sede da EEP em Porto Alegre, on-line com as demais localidades

Mario Fleig
Alderi Fátima Tomazini
Renato Leite Gonçalves

Projeto Clínica com vítimas de violência

Conceição de Fátima Beltrão Fleig
Lia Cunha Poletto
Návia Terezinha Pattussi


Tratamento psicanalítico com vítimas de violência encaminhadas pelos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) da Prefeitura de Chapecó e da Promotoria de Segurança Pública.

Local da prática: Promotoria de Segurança Pública em Chapecó

Reuniões de equipe
Frequência: terceira quinta-feira do mês, das 9h30min às 11h15min

Datas:

março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro
19 16 21 18 16 20 17 15 19

Projeto A clínica com bebês e crianças pequenas

Margareth Kuhn Martta
Ariela Siqueira Dal Piaz
Elenice Cazanatto
Luana Gallo


Desdobra-se em duas modalidades: Tratamento psicanalítico de bebês e crianças pequenas nos consultórios da EEP e intervenções nas Escolas de Educação Infantil.

Critérios para admissão e participação na equipe deste projeto:
- Disponibilidade de participar das atividades realizadas na escola de educação infantil conveniada, no mínimo um turno por semana.
- Participação nas discussões clínicas realizadas quinzenalmente.
- Participação mensal no grupo de estudos Intervenções Psicanalíticas com crianças em sofrimento psíquico.
- Disponibilidade de um horário semanal para supervisão individual.
- Parcerias com instituições de Ensino Superior para estágios.

Locais da prática:
- O tratamento clínico com bebês e crianças pequenas em sofrimento psíquico é realizado nas sedes da EEP em Caxias do Sul e Porto Alegre. Agendamentos com a secretaria da EEP.
- A Pesquisa-intervenção Psicanalítica com bebês e crianças pequenas ocorre nas escolas de educação infantil conveniadas, dos municípios de Caxias do Sul e Porto Alegre.

Discussão clínica
Frequência: primeiras e terceiras segundas-feiras do mês

Datas:

março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro dezembro
02 06 08 01 06 03 21 05 16 04
16 20 18 15   17   19 30  
30     29   31        

 





Horário: 20h às 21h30min
Local: Sede EEP Caxias do Sul, e demais com conexão on-line.

Estudo teórico

Grupo de estudos Intervenções Psicanalíticas com crianças em sofrimento psíquico

Ariela Siqueira Dal Piaz
Elenice Cazanatto
Margareth Kuhn Martta


Frequência: quartas segundas-feiras do mês

Datas:

fevereiro março abril maio junho agosto setembro outubro novembro
23 23 27 25 22 24 28 28 26





Horário: 20h às 21h30min
Local: Sede EEP Caxias do Sul, e demais com conexão on-line.